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Artigos Técnicos
Maneira prática de identificar pontos de estrangulamento

Data da Publicação: 02/12/2010

Felipe Cury, médico veterinário, especialista em gestão de finanças; e Glauber Santos, médico veterinário – Equipe ReHAgro

Hoje, mais do que nunca, percebe-se o efeito da globalização em nosso dia-a-dia, evidenciado, principalmente, no momento em que falamos da gestão financeira das empresas. No meio rural isso não é diferente. É possível visualizar as marcas de tal transformação na redução da margem do produtor, no sucateamento de muitas propriedades e na quantidade de fazendas que fecharam suas porteiras, pois não acompanharam as constantes mudanças impostas pelo mercado. Um exemplo pode ser observado na relação de troca entre produto e insumo, que teve grande redução nos últimos anos. Isso impõe ao produtor gerenciar a sua empresa de maneira mais eficiente.

No setor agropecuário existem dois grandes segmentos de empresas: os fornecedores de insumos e os compradores/processadores da matéria-prima. Estes segmentos formaram, nos últimos anos, grandes oligopólios altamente capitalizados, fato que reduziu o poder dos produtores em negociar a compra dos insumos e a venda de seus produtos. Por isso, cada vez mais se torna necessário que os produtores abandonem a posição de sitiantes e passem a adotar atitudes de empresários, implantando medidas de gestão em suas fazendas.

A gestão dos centros de custos permite ao empresário visualizar com exatidão o que anda acontecendo com a fazenda e onde os recursos utilizados na produção estão sendo alocados.

Centro de custo é uma unidade mínima de produção na qual acumulam-se os custos ocorridos dentro desta unidade. Podem ser feitos tantos centros de custo quanto forem necessários para se detalhar as atividades existentes. Em cada centro de custo são computadas as despesas operacionais, além do capital imobilizado. 

Atualmente, a metodologia utilizada pelo ReHAgro divide os centros de custos em quatro grandes grupos: produtivos, de serviços, administrativos e demonstrativos financeiros. 

Os centros de custos produtivos são aqueles diretamente envolvidos na produção, ou seja, que geram produtos que podem ser comercializados, tais como: produção de leite, café, milho, soja, carne e outros, com a finalidade de apurar o custo por unidade produzida (R$/litro de leite, R$/@, R$/saca). 

Os tratores, veículos, oficina, fábrica de ração, cantina, e outros prestam serviços para as demais atividades, são considerados centros de custos de serviços. As informações individualizadas possibilitam apurarmos os custos de hora/máquina, quilômetro rodado etc., permitindo a comparação entre o custo da hora/máquina da fazenda e o custo da hora alugada de uma mesma máquina. 

Os centros de custos administrativos são aqueles que compreendem as despesas gerais dos demais centros de custos. Sua função é possibilitar o rateio das despesas gerais administrativas para todas as outras atividades. Por exemplo, o salário do gerente da fazenda deve ser dividido entre todas as atividades da empresa.

Os centros de custos demonstrativos financeiros têm como objetivo identificar e separar as despesas não relacionadas às atividades produtivas. Por exemplo, os gastos realizados pela sede da fazenda.

Através desta metodologia pode-se analisar cada centro de custo individualmente. Por exemplo, se a produção de forragem estiver ineficiente e se não houver correta alocação de custos pode-se chegar a uma falsa conclusão de que toda atividade leiteira está sendo inviável.

Existem duas maneiras de fazermos com que cresça a receita em uma empresa: aumentando a margem de lucro ou aumentando a produtividade. Em mercados competitivos, como o agropecuário, é difícil mexer na margem, restando-nos ser eficientes. Ser eficiente significa saber em até quanto podemos reduzir um determinado centro de custo e ainda obter bom desempenho. A comparação dos resultados obtidos com resultados anteriores da própria fazenda e, se possível, com o de outras propriedades, permite avaliar o desempenho de cada centro de custo. De acordo com Marques (1999), a unidade de produção pode ter, na eficiência produtiva, a condição necessária para a sobrevivência e o crescimento dentro da economia de mercado.

Cabe ressaltar que o nível de detalhamento das informações e a confiabilidade dos dados estão diretamente ligados ao envolvimento de todos os funcionários. As anotações de campo devem ser claras e coesas e os lançamentos de dados nas planilhas devem ser feitos com bastante atenção. Por fim, nada que um bom treinamento não resolva. 





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